Topografia de córnea, paquimetria, crosslinking e adaptação de lentes especiais — incluindo lentes esclerais. Subespecialidade conduzida pela Dra. Camila Nogueira Bezerra, com fellowship em Córnea.
Ceratocone é uma ectasia da córnea — a parte transparente da frente do olho fica progressivamente mais fina e se projeta em forma de cone, gerando astigmatismo irregular que não se corrige totalmente com óculos.1
Costuma se manifestar entre a adolescência e os 30 anos e pode progredir até a quarta década de vida. Fatores como predisposição genética, alergia ocular e o hábito de coçar os olhos influenciam a evolução.2 Diagnosticado cedo, o ceratocone tem tratamentos que estabilizam a progressão e preservam a visão — a topografia de córnea é o exame chave.3
Ceratocone raramente é diagnosticado em otimização. Quem deve investigar: jovens com astigmatismo crescente, pessoas com alergia ocular intensa, atópicos, e parentes de portadores. A topografia de córnea identifica formas iniciais antes da queda visual.
Troca frequente de grau, especialmente em adolescentes e jovens adultos — o sinal mais comum.
Imagens "fantasmas" ou multiplicadas, contornos irregulares — o astigmatismo irregular não é corrigível por óculos convencionais.
Halos noturnos, especialmente ao dirigir, e dificuldade com luzes pontuais.
Alergia ocular não tratada e o hábito de coçar são fatores de risco reconhecidos para progressão.
Lentes que sempre serviram param de assentar bem — a córnea mudou de forma.
Parentes de primeiro grau de portadores devem fazer topografia de rastreio mesmo sem sintomas.
A classificação de Amsler-Krumeich é uma das mais usadas. O estágio orienta a estratégia de tratamento — quanto mais cedo o diagnóstico, mais opções terapêuticas disponíveis.4
Cada paciente recebe um plano individualizado. Os tratamentos não são excludentes — frequentemente combinamos crosslinking (para estabilizar) com lentes especiais (para reabilitar visualmente).5
Em estágios iniciais, óculos ou lentes gelatinosas especificamente desenhadas para ceratocone podem oferecer boa visão. A medida é refinada com auxílio da topografia.
Aplicação de riboflavina (vitamina B2) seguida de irradiação por luz ultravioleta-A. Reforça as ligações entre fibras de colágeno e estabiliza a progressão.6 Indicado quando há documentação de progressão da doença. O objetivo é interromper a piora — não corrigir visão.
A lente RGP cobre as irregularidades da córnea e oferece visão muito melhor que óculos no astigmatismo irregular. Híbridas combinam centro rígido com saia gelatinosa, ganhando conforto.
Lentes grandes que apoiam na esclera (parte branca do olho), abobadando a córnea sem tocá-la. Excelente opção para ceratocones avançados, casos com cicatrizes e olho seco — conforto e qualidade visual superiores.7
Implante de pequenos segmentos em forma de arco dentro da córnea. Reduz a curvatura central, regulariza a córnea e melhora a tolerância a lentes ou óculos. Cirurgia ambulatorial.
Reservado para estágios muito avançados, com cicatrizes centrais ou intolerância a lentes. Pode ser lamelar (substitui apenas as camadas anteriores — DALK) ou penetrante (córnea completa). Com diagnóstico precoce e CXL, a necessidade de transplante caiu significativamente nas últimas décadas.
Oftalmologia · Córnea · Cirurgia Refrativa
Oftalmologista com fellowship em Córnea e Cirurgia Refrativa pela UNIFACISA, residência em Oftalmologia pela SEOPE-PE. Na Clínica Covisão, atua especificamente em doenças da córnea — ceratocone, distrofias, transplantes lamelares — e cirurgia refrativa.
O método clínico no ceratocone privilegia diagnóstico de imagem rigoroso (topografia, paquimetria e tomografia corneana) e plano escalonado conforme o estágio. A adaptação de lentes esclerais é parte integrada do cuidado, permitindo reabilitação visual mesmo em córneas avançadas.
É uma doença ectásica da córnea, em que ela afina e se projeta gradualmente em formato de cone. O resultado é astigmatismo irregular progressivo, perda de qualidade visual e, em casos avançados, intolerância a óculos e lentes convencionais. Costuma se manifestar entre a adolescência e os 30 anos e pode progredir até a quarta década de vida.
Mudança frequente do grau (especialmente astigmatismo), visão distorcida ou borrada que não melhora totalmente com óculos, sensibilidade à luz, halos noturnos, irritação ocular e coçar dos olhos. Crianças e adolescentes com astigmatismo crescente devem ser investigados — quanto mais cedo o diagnóstico, melhor o controle da progressão.
O diagnóstico exige exames específicos da córnea: topografia, paquimetria e tomografia corneana (Pentacam ou similar). Esses exames mapeiam a curvatura, espessura e elevação da córnea e permitem detectar ceratocone mesmo em fase inicial (subclínica), antes de comprometer a visão de forma significativa.
Sim. O ato repetido de coçar os olhos é um fator de risco reconhecido para progressão do ceratocone. Pacientes alérgicos e com olho seco devem tratar essas condições. Evitar coçar é uma das orientações mais importantes no manejo da doença.
Crosslinking (CXL) é o procedimento que fortalece as ligações entre as fibras de colágeno da córnea, usando riboflavina (vitamina B2) e luz ultravioleta-A. O objetivo é estabilizar a progressão do ceratocone — não corrigir visão. Indicado quando há documentação de progressão da doença.
O transplante é reservado para casos avançados — quando a córnea fica muito fina, cicatrizada ou irregular a ponto de não tolerar lentes de contato especiais e a visão útil estar comprometida. Hoje, com diagnóstico precoce e crosslinking, a necessidade de transplante caiu de forma significativa.
As principais opções são lentes rígidas gás-permeáveis (RGP), lentes esclerais (que apoiam na esclera, não na córnea — opção confortável para ceratocones avançados), híbridas (centro rígido com saia gelatinosa) e gelatinosas especiais para ceratocone. A adaptação depende do estágio da doença e do conforto individual.
Não. Cirurgias refrativas como LASIK e PRK são contraindicadas em ceratocone — podem acelerar a ectasia. Por isso a topografia de córnea faz parte do pré-operatório obrigatório de qualquer cirurgia refrativa. O ceratocone tem tratamentos próprios (crosslinking, anel intracorneal, lentes especiais).
O atendimento começa pelo WhatsApp. Nossa equipe organiza o melhor horário considerando a necessidade de exames de córnea (topografia, paquimetria).
Falar pelo WhatsAppEste conteúdo é informativo e baseado em diretrizes clínicas atualizadas. Não substitui consulta médica individual. A indicação de tratamentos depende de avaliação direta com a oftalmologista. Conteúdo redigido em conformidade com a Resolução CFM 2.336/2023.